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Mostrando entradas de abril, 2022

Teatro das Almas Desanimadas

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  Não tenho mais tempo, falta a respiração e uma dor de ar, morreu agora o último momento, e fechei o livro sem fé. Confissões esquecidas. Valas acumuladas em palavras. Detrimento de detrito, pedaço do alento, som baixo para o minúsculo acento, estou a comer oxigênio. Tanto carbônico falar.  Foi por causa disso, eu acho. Escrevo para que você não me diga nada. Pesadelo. Li esse sujeito. Agostinho.  Pensei em dizer algo. Mas é feio.  Receba meu carinho. Não fosse amiga, não diria uma linha.  Às pessoas amigas, vai o trágico, e se diz absurdos. Receba meu beijo. Me responda logo. Tive pesadelos. Nele você vivia com alguma alma plasmil de imensa pobreza humana, jornalismo de favorecimento, submissão por honra a capataz, beijar capacho, alma de carrapicho, sangue-bom de carrapato. Sabe, sonhei com esse peso de pobre-teatro anti-grotovski, de analfabetismo em valores humanos, arraigado e vivo na fala e no sangue. Fora isso, pobreza mental. Não há teatro nobre, de cat...