Saibam todos
Caros amigos, os de ontem e os de amanhã. Amigos de hoje estão em minha morada. Posso explicar e isso é puro acaso. E não há quem conheça esta sorte, o racionalizado e também o impensado. No meio disso o fortuito, a fortuna ética do possível. Meus desejos foram e estão realizados, e o depois da realização deles, aproveitar as horas sem tempo. Sou feliz em ter pouco, ter vivido e em viver intensamente, de ter pessoas como você por perto. Amei ser omitido, enganado e ferido, e mais de desconhecido; muito amado. Pretensões, não tenho; brinco com os segredos das palavras, das formas, onde uma língua dorme e depois desperta, a tinta que escorre e os meus cômicos desperdícios com instrumentos. Acho estranho o grassado vil do mal. Nem sinto outra coisa dos maus, das invejas destocadas e tropeçadas, e se vejo a grossa insanidade passar corro para dentro de minha loucura, temo os certos, a gente moralizada e rasteira cheias da falta brilhante dos diamantes, e vou sem ir, pouco necessito d...