Falo dela, da jogada inesperada
Eu não a achei bonita; essas pessoas têm uma feiúra estável, tipo côro em marcha. Venceram, tudo bem, o paredão leva porrada e é mais resistente. Tudo é combinado, materialização de esquema ou conluio. Os movimentos eram certos, precisos. Gente sem suor. A beleza devia ter ao menos mau cheiro, algum desafio ético-moral ou pensamento tipo gelo. Não sei se confio em algo sem desacordo. Depois, se afogam na fala, muita saliva. O movimento destoa da trama, não há impacto, parecem gripados . Escarrassem, fossem menos etiquetados. Como se diz no Brasil: foi bom ato começo. No fim, gostei quando caiu e continuou empurrando a bola com desespero. Havia algo de valor ali. A forma no chão, disforme. Vontade de vencer sem medo. A guerra dentro de si. Há nisso o que a beleza indiferente contorna o horror, não é bonito. Era um heroísmo humano na falha, na queda e no genial passe com os pés desajeitados. Todos viram e vibraram. A outra veio e carimbou a bola. Errou, perderam, mas senti qu...