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Mostrando entradas de febrero, 2026

Fui alegre que nem acredito-me

  Sou outro. Hoje, um monstro feio, enojado com a existência. Fui ao mercado Aprendi não mais ser eu mesmo, alegre, e estabanado. Perguntei com pinças nas palavras se estava triste Aquela carinha de dor olhou-me a quase não dizer “A vida, as feias experiências me fizeram assim. Tenho essa cara sempre.” Num bonito acento carregado deu um riso entristecido” “É assim.” E era o que é. Perguntei com máscara cirúrgica de onde veio. “Bahia.” Muito quente, dava-se para ver as ações reconhecidas nos rios que entram no mar com as forças olorosas da legalidade. Fiquei ainda mais passado, parvo. Um mundo todo alegre: a seriedade imponente, orgulhosa, de uma beleza silenciosa, e a sensação de invasão em um mundo em que todas as diferenças são iguais. Alguém pode chegar e chegará para pôr ordem a qualquer ato desagradável de misericórdia. Queria que viessem todos, haveria uma quietude alegre e elegante de uma honra que obedecesse o ambiente. Seriam vizinhos. Poderia ler. Antes de carregar os man...

Chove

Choveu e as águas dormiram Cantilena da descida Poças sujas, doces, luminescentes Foram nuvens Agora borbulham aglutinadas, sempre partem Reflexo do que foram Arrastam-se pelos canais, lavam as valas imundas, e são caudalosos rios Esgotos planejados Esticadas em sonhos, dançam nos excrementos, vaporosas, gélidas, congeladas Serão neblinas, o rocio a se erguer, luzes de orvalho, garoa, temporais Oceanos envelhecidos, renovados Caem agora suavemente O razo tropel das profundezas