Fui alegre que nem acredito-me
Sou outro. Hoje, um monstro feio, enojado com a existência.
Fui ao mercado
Aprendi não mais ser eu mesmo, alegre, e estabanado.
Perguntei com pinças nas palavras se estava triste
Aquela carinha de dor olhou-me a quase não dizer
“A vida, as feias experiências me fizeram assim. Tenho essa cara sempre.”
Num bonito acento carregado deu um riso entristecido” “É assim.”
E era o que é.
Perguntei com máscara cirúrgica de onde veio.
“Bahia.”
Muito quente, dava-se para ver as ações reconhecidas nos rios que entram no mar com as forças olorosas da legalidade.
Fiquei ainda mais passado, parvo.
Um mundo todo alegre: a seriedade imponente, orgulhosa, de uma beleza silenciosa, e a sensação de invasão em um mundo em que todas as diferenças são iguais.
Alguém pode chegar e chegará para pôr ordem a qualquer ato desagradável de misericórdia.
Queria que viessem todos, haveria uma quietude alegre e elegante de uma honra que obedecesse o ambiente. Seriam vizinhos. Poderia ler.
Antes de carregar os mantimentos, disse algo como: viva a Bahia.
Ela riu, parecia não usar os vinte-e-dois músculos da face faz muito.
Ficou feio aquele riso doloroso. Tive, não sei, um choro contido.
Fui tão fazedor de nadas, fui também muito brasileiro. O meu mundo corregido, alma vazia, feia, sem alegria.
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