Ao João, meu irmão
Vinha da escola com o mapa me mostrava, insistia.
Tenho de você bastantes lembranças, aventuras de Carlos Magno, mapas de viagem de seus estudos na infância, e que eu tive por alma divina vontade, e percorrido. A morte de Benjamin, o que havia em Andorra, os vendedores de livros em carroças perto da Sorbone, do outro lado do Sena, e tantos traços percorridos em manchas de territórios que descobri, conheci em muitos cantos.
Acho que sou um sujeito do tabuleiro, ainda sigo os caminhos do cavalo, a travessia do bispo e demais personagens. Sou lembrador de rotas mapeadas.
Vejo os mundos por linhas e passagens demarcadas. Países, lugares, perdições. Tudo bem, por comparabilidade, em relação ao modo Ocidental é surpreendente.
No entanto, o que chama mais à atenção é o surgimento de cidades-estado, devido à produção de bens e conseguinte desenvolvimento do comércio. A grande quantidade de placas de argila encontrada mostram bem que, em quase todas, a função da escrita relacionada à uma certa “etiqueta” do comércio.
A escrita cuneiforme era extremamente sintética e orientada aos negócios, diplomacia, e, em alguns casos descritiva de acontecimentos. O casamento entre a escrita hidrográfica, estrutura cuneiforme, e a simbologia sumeriana ( conforme desenvolvia as relações comerciais e parcerias entre povos) fez emergir um escrita menos encerrada na pura técnica formal para uma dimensão outra, a construção flexível do signo ( a palavra propriamente).
Pensemos, do desenho estilizado, por exemplo, da cabeça de um bovino (certamente domesticado) que deu origem à letra “a”. Mais tarde, devido às transições históricas, vieram os gregos, e o alfabeto, como conhecemos no Ocidente, o que se tornou estrutura ordenada, propulsora da linguagem propriamente. Mas você não precisa me perguntar, taí na “infernética” e é fácil de achar.
Eu li agora essa parte, mas não é bem verdade, a afirmação datada, factual de um acontecimento quê é ainda a herança da escrita cuneiforme: formalística. No entanto, a história não é uma linha reta, pensemos na escrita árabe, tribal-étnica, dos maias e incas, dos antepassados antes do ferro-fogo civilizatório, dos orientais, a chinesa e suas variações.
Sem mudar o assunto, por exemplo, a Revolução Industrial que se deu na Inglaterra é correta no modo Western de ver a coisa funcionando com o desenvolvimento do tear, no entanto, a China possuía todos esses equipamentos e produzia, bem antes. A história é algo incrível e em movimento, mudando os pontos possíveis de confluência, modificando as aparências.
O que temos é a probabilidade relacionada à exploração da força de trabalho em um trânsito escravocrata e de servidão, tudo isso aplicado a um sistema integrado de produção do tipo Início-Fim, Alfa e Ômega, de onde se origina as ideologias utilitaristas, funcionalistas e, claro deterministas, especialmente sem tratarmos do estruturalismo e do materialismo histórico.
Vi no não-sei-onde, a notícia de que arqueólogos creditaram descobertas de que a inteligência humana é “datada” a partir de 75.000.000 de anos. O que confundiu a antiga comprovação da existência humana inteligente de 9.000.000 de anos. Mas há teorias, vejamos o uso-técnico de um macaco para alcançar bananas do experimento de um cara chamado Koehler. O uso de um sistema complexo entre outros animais.
A inteligência humana surge quando o “bicho” de quatro patas torna-se bípede. Tudo bem. Essa fala da Suma Teológica, de Aquino, diz algo como: homo habet rationem et manus, ter mãos, significa pliçar. “A transformação do Macaco em Homem” de Engels, define melhor. Mas podemos também ver todo o processo lógico-científico através de Vygotsky e Luria. Os americanos, “cuneiformistas” e “psicanalistas” “inventaram” o behaviorismo (comportamentalismo) para sustentar a ideia lógico-matemática no pragmatismo. Ainda estão lá, copiando as formas das “etiquetas” dos Sumérios. Sujeição, obediência por treino, submissão ao “Estímulo-Resposta” - Reflexologia.
Posso estar errado, vá ver, o erro no caos das incertezas diz que entre o trabalho e os negócios o mediador governa, com a “goiva”, claro. O que importa é a cambiante palavra, sempre transformadora, saltando no trampolim das decisões, orientando-se no vazio a alcançar outro ambiente, um lugar grego - para pensarmos na poética do ocidente -, a nos levar sabe-se lá onde, para enfim, (a meio caminho) encontrarmos a nós-outro, no Eu-Nós.
E tanto somos no mar de significados que pulamos as veredas do comum a criar e a dar sentidos.
Depois que a linguagem nos tornou, de muitos modos humanos, não temos, palavra, como morrer sem discurso, sem a narrativa, a voz da fala, a presença na palavra.
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