Lenha
Perto da ribeira, achei um pé de sono-brabo. Chego lá, pego a trincheira, linha no rio, volto sem marcar, acendo lenha queimada para não dar aviso, água da mina na quasca, queimo um fagode, me encosto na cidreira e fico chilando o tent. O bambu roda, pego lá o que tinha na espera, rasto o corpo até, e vem no bocó rabanando, acerto a gordura num couro da terra e vieso do embornal uma quina de sal na trinqueira do lobó. Daí, cato cebola da beira várzea e jogo pro riva, giro na forquilha, e daí descantar. E vou provando saúde. E vou ajustar o gosto bem logo que vou lá; fico o dia inteiro. Faço café, acendo o pito. Mal ergo a aba, sol já indo. Sinto um taco no ar.
Era pronto. Parece que o veio da curva da trilha escreve. Já nem digo, vem logo. Ela aparece se fazendo de canela fina. Mal me senta ao lado vou buscar uns. Vêm de par da espera, levo na fieira. Ela faz de vergonha para não aborrecer o teto que ficou lusco. Foi a tua mãe que mandou; teu pai que pediu para não te esquecer no relento. Vamos bosqueando, e logo se aponta, digo que entendo. Disfarço no assobio. Entramos na coberta de folha, o velho me vê com mais ela.
A mãe vem com duas canecas de café mais feito. Limpar peixe, conversa fiada. Sembra: ‘’ela é filha de coração, devia destravar essa fala, pensa que já não é hora? Depois se sabe que já vi que ficam sem riso, nem são mais criança, não quero dizer nada.” E me rodeia. “Quero que deixe as cabeças que viu fazer um ensopado.” Eu e mais ela ficamos no aguardo. Daqui a poco nos empurram para dentro da igreja.
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