O Brasil vencerá Se
Se não der para ir para a Copa, nada demais, a evidência da fraqueza do time selecionado mostra bem que necessita de uma "injeção
de ânimo" que ainda deve ser inventada. Pensemos numa copa de vinho, para os que gostam de alegria como Dionísio. Festa sonhadora, apolínea, de viagem astral não dá para quem vive de chuteiras. Uma copa cheia, com amigos, conversando sobre futebol, um frango para garantir bons gols recebidos, uns zero a zero descansados na poltrona. Essa história do Nelson Rodrigues da "Pátria de Chuteiras" parece perdida, talvez ou certamente precisemos de uma mátria de chuteiras e bom-senso. Se pudéssemos pensar no talento, nesses dons sacramentais de grandes jogadores, devemos correr para as maternidades urgentemente e ver se não aparece algum com valor. Se bem que se sabe, quanto mais se aparece mais se é caçado num país autofágico que devora os filhos criativos e inteligentes, mas. Mas, ainda há esperança, acredito que o time está-lento, e não se sabe se rapidez e precisão de passes seja o suficiente. Vai ver que os olheiros estão com alheiras, não conseguem melhor ver por exaustão, buscam alguém e não encontram, ou o encontram e o põe para jogar até se perder em algum time no exterior, ou ser esquecido, ou ser notado e logo apagado, quem sabe vendido por outras posições. A Seleção canarinho canta, mas livre. Na gaiola não pode ser. E mais a mais, o nosso problema é a defesa. Mudar o sistema, treinar outros procedimentos conquanto nenhum falte ao treino. Depois as nossas laterais que precisam vir para meio e voltar, um esforço físico maior, e produzir passes, saber se posicionar e possibilitar um ataque bem-acabado, preciso ao gol. E o meio de campo, aqueles que avolumam a jogada, sinalizam silencicosamente o movimento da bola, sabem realizar a jogada, a serem líderes de tal forma de confiança que à revelia de um passe aconteça o domínio de bola, o driible correto, a abertura do tempo de jogo, que é a dinâmica, consistindo em evolução, jogadas ensaiadas, lance de profundidade, possibilitando o arranque direto ao gol. E, por fim, um ataque, um não, várias definições e retomada de posição. É importante a alfabetização para a leitura das ações do adversários, e isso se chama antecipar a jogada contrária e realizar a jogada em seguida, não esperando saber onde está quem. Futebol não é fácil, é um jogo de encontros e desenontros, de provocativas mudanças. Ante a meta final e um time que joga o importante é ter integração e coesão, compreensão única de que não se jogada deliberadamente só, mas com um grupo participativo e definitivamente interessado em vencer uma partida. E por falar nisso, em relação ao que parte, devemos pensar na chegada, na aproximação livre e correta, sem falta para que o domínio de campo e bola possa ser compreendido que as ações são em todos os momentos definitivas. Porém, os patrocinadores talvez desejem investir no contrário, na perda, na dissolução, na exposição da fraqueza, e, como profissionais que desejam se preservar, se manter no arroz-com-feijão, a criatividade é expulsa de campo. Estamos numa situação tal, a compreender que todo esforço individual não é suficiente, devemos nos avaliar, entender que mesmo no travesseiro, no sonho, na ilha deserta, dentro de um carro de luxo, ainda assim, não estamos sós. Temos a nossa turma, nossa equipe, nossas responsabilidades ético-morais, temos o outro a nos desafiar, o que podemos fazer de fato é acertar nosso saber e técnica, nosso desenvolvimento como pessoa e não como meros profissionais que logo terminam sua jornada e pendura a chuteira, e põe louro dentro para tirar o chulé ao invés de ser a coroa de nossa dignidade. A taça, o sonho de nos recuperarmos signifia, time, torcida, técnica, atuação dentro e fora do quadrilátero, significa valor humano, em cada singularidade que joga, e num todo que joga, junto, entregue a um propósito comum.

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