Saibam todos

 


Caros amigos, os de ontem e os de amanhã. Amigos de hoje estão em minha morada.

Posso explicar e isso é puro acaso. E não há quem conheça esta sorte, o racionalizado e também o impensado. No meio disso o fortuito, a fortuna ética do possível.

Meus desejos foram e estão realizados, e o depois da realização deles, aproveitar as horas sem tempo. Sou feliz em ter pouco, ter vivido e em viver intensamente, de ter pessoas como você por perto.

Amei ser omitido, enganado e ferido, e mais de desconhecido; muito amado. Pretensões, não tenho; brinco com os segredos das palavras, das formas, onde uma língua dorme e depois desperta, a tinta que escorre e os meus cômicos desperdícios com instrumentos.

Acho estranho o grassado vil do mal. Nem sinto outra coisa dos maus, das invejas destocadas e tropeçadas, e se vejo a grossa insanidade passar corro para dentro de minha loucura, temo os certos, a gente moralizada e rasteira cheias da falta brilhante dos diamantes, e vou sem ir, pouco necessito do muito.

Voo para longe da estupidez organizada, daos sólidos grupos vantajeiros, e dos tipos concomitantes que carregam a grua rústica vingativa-apavorada, da traição medida, testada para que o inumano conclua através da lentidão duvidosa de caráter e inteligência, da rasa avaliação se deve ou não tirar-me os olhos. E todos monetários que insistem em encher o vazio de origem.

As paredes ouvem, converso com elas, sem carne e sem espírito, sem o sábado de certas verdades correm o deserto em busca do abrigo porque não poderão saltar para os braços da eterna paz. E eu tenho em mim os terrores violentos do mundo, e isso  devido a toda alegria do que sou feito.

Sou feliz mesmo diante do horror que possa me levar, estou além das tormentas. E isso significa que a alma vã, estúpida e cruel foi destituída de minha presença. O joio me alimenta, e me mantém abaixo da superfície. 

Tenho o único e suficiente privilégio de ter o não tido e de me ausentar na presença, mudar as cores do visto, inventar outra luz. Subir em descer, correr sem mover e atravessar. Sou craque em ser mal entendido e bem desencorajado. Sou sem deveres e sem direitos, o que significa assombro para os comestíveis guiados e gerador para os suficientes não sabem.

Hoje, e faz tantas horas, levei o jardim para dentro de casa.

Toda

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